Poética do (meu) silêncio

Non falo para os ruís e poderosos
C. E. FERREIRO

Nem pronuncio nem me pronuncio. 
Para quem escrevemos @s poetas galeg@s de agora?
Silêncio silente silandeiro amor
daçãdo.
Para quem recitamos @s poetas galeg@s de agora?
O ruído do meu tempo enmudeceu_me
n/a minha lingua.
Escrevemos e quando escrevemos parece que estamos S.O.S.
Recitamos e quando recitamos parece que estamos S.O.S.
Silêncio silente silandeiro amor
daçãdo.
Aínda bem que tivemos a Pondal!
Aínda bem que tivemos a Pondal!
Escrevemos e só ficam poetas.
Recitamos e só ficam poetas.

poetas*

*Nota: Detectam-se versos perdidos 

Confrontar com a instalação poética da página 83

Os meus versos de mocidade e de morte
–os meus versos, que ninguém le!–,

no po dos andeis dispersos
–que nenhuma mão toca!–

MARINA TSVIETÁIEVA

♦♦ Escutar «Galegonía»
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